sábado, 12 de outubro de 2013

Inocência, bondade, esperança, verdade

No dia de hoje, o que poderia escrever sobre Deus ou sobre o relacionamento com Ele? Hoje se comemora o Dia das crianças, elas que, apesar de amadas em muitos lares, ainda são muito mal tratadas, ignoradas e mal assistidas na sociedade. Isso falando das que sobrevivem à falta de cuidado e amor.
Na nossa congregação vemos tantas histórias de crianças que sofrem com a fome, a pobreza, falta de cuidados e oportunidades, mas ainda assim levam consigo o sorriso fácil, a brincadeira sempre oportuna, a simplicidade sem intenção e a esperança, contra todas as adversidades. Às vezes nos questionamos como elas conseguem fazer isso, esquecendo-nos de que um dia, nós também já fomos crianças, já tivemos o sorriso fácil e a esperança no amanhã. Que pena que isso passa.
Quando criança, muitos me diziam que eu deveria aproveitar, pois essa é a fase mais linda da nossa vida. Eu, imaturo, não acreditava. Achava a infância difícil, agressiva, sem liberdade, sem condições e oportunidades de fazer tudo o que se quer. Mal sabia eu do que estava falando! Realmente, não tive uma infância daquelas, mas tudo o que eu deveria ter, eu tive. Um sonho meu de criança era ter um barco em miniatura. Ficava extasiado quando via barcos na televisão. Nunca pude ter um, e vejo hoje que não precisava ter, por que a nossa família passava por necessidades muito maiores do que um querer infantil.
Hoje, agradeço a Deus por tudo o que passei na infância, seja bom ou ruim. As alegrias, os traumas – alguns ainda presentes, outros facilmente superados – os ganhos, as perdas, mudanças e conquistas, tudo fez com que eu fosse alguém melhor, e eu sei que ainda existe um longo caminho a percorrer.
Quando converso com uma criança - coisa que eu gosto muito de fazer - lembro sempre do versículo: E disse [Jesus]: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:3
Jesus, nesse versículo, não pediu que fôssemos imaturos como algumas crianças, mas sim que fôssemos inocentes como elas, esperançosos como elas, bondosos como elas, verdadeiros como elas. É difícil, sim, eu sei. As responsabilidades e o peso da vida adulta fazem aquela criança ser esquecida bem lá no fundo de nós, deixando espaço para as preocupações, tormentos e estresses do dia a dia. 
Não quero aqui cair em clichês e pedir que você traga a sua “criança interior” de volta, por que sei que isso é impossível. Mas quero te pedir que deixe a vida ser mais leve, sim pois, muitas vezes quando carregamos cargas, carregamos porque queremos, sendo que podíamos muito bem não carregá-las. Bastava olhar a vida com um olhar um pouco mais juvenil, e permitir que a vida seja bela e rica, como o olhar inocente, esperançoso, bondoso e verdadeiro de uma criança.

Deus abençoe a todos,
feliz dia das crianças, pessoal!





domingo, 6 de outubro de 2013

Deus fala conosco

Muitas vezes, em muitas situações da nossa vida, nos deparamos com caminhos tortuosos, escolhas difíceis que podem influenciar toda a nossa história, e nesses momentos, se faz mais do que necessária uma orientação, seja ela de quem for, para um caminho melhor trilhar. Ouvir conselhos pode ser bom, uma palavra de conforto também pode ajudar, mas o melhor conselho, a melhor ajuda, sempre vem de Deus. 
Mas como ouvir a Deus? Já vi pessoas querendo literalmente “escutar a voz de Deus”, como algum ser humano que fala aos nossos ouvidos com som, respiração, entonação e sentimento. Acredito que Deus não fale assim. Pode até falar, afinal, Ele é Deus e, para Ele, tudo é possível! Só que em todas as vezes em que Ele falou comigo – e eu sei que Deus falou comigo – não foi com uma voz audível, dessas que a gente ouve por aí. Deus falou comigo através do que acontecia comigo, e eu pude aprender grandes lições com isso. 
Quando eu estava terminando o meu ensino médio, eu não sabia muito bem o que queria da minha vida. Muita gente me dizia muita coisa. Diziam que eu deveria estudar mais para terminar o ensino médio, que eu deveria me dedicar ao vestibular, me meter em algum concurso público, ou então conseguir emprego em meio período. Um amigo meu, então, tentou viabilizar uma vaga de trabalho em meio período numa empresa de varejo para mim, e eu queria muito aquele emprego. Mas as coisas não deram certo (na minha visão limitada), não entrei na empresa e resolvi estudar para o vestibular.
Então, num belo dia, caminhando pela rua depois do cursinho, vi um funcionário com o uniforme da tal empresa fazendo cimento no meio da calçada. Naquele momento entendi qual era o propósito que Deus tinha em não me deixar entrar ali. Não quero dizer que o trabalho daquele homem estava sendo indigno, mas na hora me perguntei: “Será mesmo que eu preciso disso?”. Então entendi que Deus falava comigo para eu estudar, que Ele me daria um futuro melhor.
Nesses momentos a gente ouve tanta gente. Ouvimos colegas de estudo ou trabalho, conselheiros, gurus, amigos de vários lugares, quem sabe os parentes, muito de vez em quando os pais e, quase nunca, Deus. Ele tem tanto para nos dizer e ensinar. Por que desperdiçamos a oportunidade de ouvi-Lo escutando outras vozes? Deus nos ouve e nos conhece! Por parecer um jargão batido, mas é a realidade: Deus sabe o que é melhor para nós! Hoje estou na Universidade graças às orientações de Deus e da família. Precisamos pedir a Deus sensibilidade para enxergar as mensagens que Ele nos manda através da palavra de um parente, de um acontecimento do dia-a-dia e, acima de tudo, através da Sua Palavra.
Deus fala conosco! Ouça a sua voz! Ela vai te guiar por caminhos que você não conhecia, não tinha pensado e não tinha visto que são os melhores que você poderia ter trilhado!
Deus te abençoe e te guie.