sábado, 12 de setembro de 2015

Viagem ao Rio

Hoje quero compartilhar aqui a gama de sentimentos que tenho em mim desde que voltei da viagem mais importante que já fiz até hoje, indo para o Rio de Janeiro. Dizer que a cidade é linda é um lugar comum, que todos já conhecem. Porém, o que mais me marcou foram os aprendizados que eu trouxe daquela cidade, lições que eu pretendo carregar para o resto da vida.

Mirante do Leblon
Algumas lições foram difíceis de serem aprendidas e causaram certo desconforto, mas essa é outra história, para a qual dedicarei outro texto. Aqui, quero falar da experiência de sair, pela primeira vez, da minha cidade, e conhecer um lugar totalmente diferente, diversificado, amplo e cheio de possibilidades como a capital fluminense.

Fui ao Rio de Janeiro participar do 37º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Um dos pontos altos da viagem foi poder conhecer o Rio com cariocas, o casal Anderson Macedo e Sandra Santos, nossos anfitriões em nossa estada na cidade, que nos mostraram lados da cidade que só quem mora nela conhece. Conhecemos o Pão de Açúcar por meio de uma trilha, Santa Tereza, praias como a Vermelha, da Urca, de Ipanema, do Leblon, de Copacabana, do Diabo, do Flamengo etc. As lindas paisagens também ficaram escancaradas quando fomos ao Mirante Dona Marta, de onde se vê quase toda a cidade, à Pedra do Arpoador, de onde um dos mais lindos pôr-do-sol do Brasil, e do mirante do Leblon, de onde se pode ver a orla de Ipanema.

Vista do Mirante Dona Marta, em Santa Teresa

Pudemos também desfrutar da cultura diversa que a cidade abriga nos museus, como o Museu de Belas Artes e de Arte Moderna, locais históricos que remontam a fase imperial, como a Quinta da Boa Vista, o Jardim Zoológico e o Jardim Botânico, além de locais tradicionais, como o comércio do Saara, o bairro da Lapa e o centro antigo da cidade.

Tudo foi incrível. Mesmo assim, o que mais me marcou não foram as belas paisagens e locais interessantes, mas sim a experiência de viajar sem a minha família para um lugar totalmente desconhecido, para a casa de desconhecidos. Viagei com um grupo de amigos, que, ao cabo de dias, percebi que também eram desconhecidos, pois, como minha avó dizia, a gente só conhece uma pessoa quando “gasta um quilo de sal com ela”. E como foi importante gastar esse sal, ou passar uns dias com pessoas que achamos que conhecemos. Voltei de viagem sabendo exatamente quem era quem na minha vida. Como disse anteriormente, a essa história dedicarei outro texto.

Vista do bairro da Urca
O que fica comigo são as memórias das maravilhas do Rio, e também a sensação de que a minha cidade ainda precisa evoluir muito, já que uma cidade cheia de problemas como aquela capital está anos à frente da nossa cidade. Fica o desejo de voltar, de aproveitar ainda mais o que o Rio de Janeiro tem a oferecer. Fica o desejo de conhecer sempre mais do que o Brasil tem a nos oferecer.