segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Erros e acertos

Sempre quando chega uma data importante para a gente, uma atitude contumaz é olhar para trás e ver quantos erros e acertos já tivemos, em suma, tudo o que já passamos. Todo ano, quando chega esse dia, é como se a minha mente fizesse uma balanço das coisas que aconteceram desde o último dia 9 de novembro e acabasse percebendo que muitas coisas mudaram. O que anima é saber que as dificuldades trouxeram ensinamentos e avanços também existiram.

No último ano, encarei problemas recorrentes na minha vida, como a dependência emocional, o excesso de possessividade e também de afeto – tudo o que é demais enjoa, até o amor – e tudo isso fez com que eu precisasse levar uns tapas da vida para perceber que as soluções não estão nos extremos, mas sim nos meios. Amar demais faz mal; se dedicar demais não vale a pena; abrir mão nem sempre é a melhor escolha. Em todas as situações, o que prevalece é o bom senso.

Aprendi a ser mais seguro, até porque precisei sair do meu lugar de conforto para encarar os problemas de frente, senão fosse assim, o tormento nunca iria terminar. Aprendi que falar a verdade, não importa o quão ruim ela seja, é sempre melhor. Aprendi que se você não gosta de mentir para esconder os erros, a solução pode ser simples: não erre. Ou aprenda a ser dono dos seus atos, doa a quem doer...

Outro aprendizado interessante que tive é que estar sozinho não necessariamente implica em estar solitário e abandonado. Nesse momento, você consegue estabelecer as suas prioridades como meta para sua vida, e com isso você vive melhor e tem coisas mais construtivas para oferecer quando estiver perto de alguém. A carência, seja física, emocional, afetiva ou qualquer outra, sempre vem, mas é importante não se deixar levar por ela. É possível cometer grandes erros por causa da solidão. Aprendi a ser a minha principal companhia, e se alguém quiser vir conosco, esteja à vontade.

Errei em me entregar demais às relações que tive, de qualquer tipo. Coloquei demais nas outras pessoas uma responsabilidade que não lhes diz respeito, a minha felicidade, a qual sou o único capaz de criar. Entreguei demais, esperando algo em troca – o que é pior – achando que era por amor, mas na verdade era por puro egoísmo. Fiz tempestades em copo d’água, dificultei situações simples, me calei em situações cruciais, fechei os olhos para o que estava à minha frente e só enxerguei o que queria e que não me fazia bem. Cometi uma série de pequenos erros, que como um castelo de cartas, me isolaram em minhas próprias fragilidades.

Hoje, certamente, colho os frutos dos meus erros, mas também guardo as lições que eles me deram. Hoje, agradeço a Deus por ter aprendido, mesmo que a duras penas, o que é viver. Hoje, agradeço a Deus, por que apesar das dificuldades, tenho sido vitorioso em todas elas. Hoje, eu agradeço por ser mais feliz, maduro e livre do que há um ano atrás. Hoje, agradeço por estar só no começo de uma linda história, que ainda terá muitos erros e acertos, enfim, aprendizado.