segunda-feira, 22 de julho de 2013

O que está acontecendo com a gente?

Ontem (domingo, 21) foi dia de mais um culto em nossa igreja e em quase todas as igrejas cristãs evangélicas no Brasil. Mas um fato chamou a atenção de algumas pessoas: o reduzido número de participantes do culto. E alguns se perguntaram: o que está acontecendo com a igreja?
Não podemos deixar de perceber que estamos num mês de férias escolares, onde muitas pessoas decidem viajar por algumas semanas a lugares distantes, deixando (como na maioria das vezes) o culto para a próxima semana. 
Ao chegar à igreja, confesso que não tinha percebido isso. Até que um irmão muito querido chegou e se sentou ao meu lado. Me senti muito feliz em vê-lo ali, pois ele é um homem mais velho, mais experiente, com quem sempre converso para pedir conselhos, opiniões ou até mesmo apenas desabafar e sei que ele sempre vai ter uma palavra de sabedoria para me dar. Só que dessa vez ele veio até mim, conversar comigo, falar sobre a atual situação da congregação. Confesso que fiquei surpreso com as suas palavras, ele nunca tinha falado de tristeza ou decepção. Ontem ele me disse que se sentia decepcionado pelo que estava acontecendo com a igreja, com a falta de interesse dos irmãos, como eles colocavam qualquer coisa na frente de Deus ou como mais importante do que Deus.
E realmente, tive que concordar com ele. Nesse mês de férias já se tornou normal essa fuga de pessoas para outros lugares, e, consequentemente, a diminuição das pessoas nas nossas igrejas. Alguns líderes nem fazem muito caso e permitem que os irmãos "tirem férias da igreja" também.
Não condeno quem faz isso, até porque se eu estivesse de férias também gostaria de viajar. O que o irmão que conversou comigo e muitos outros irmãos acham errado é o fato de que qualquer programação, qualquer viagem, festa, visita é, para nós, mais importante do que estar na presença de Deus. E assim vamos deixando sempre para a próxima semana, para o próximo culto e assim por diante. Que triste seria se Deus também nos deixasse para depois!
O irmão encerrou a rápida conversa citando o conhecido versículo: "(...) Buscai primeiramente o reino dos Céus e Sua justiça, e todas as outras coisas vos serão acrescentadas." Mateus 6.33
O que eu sei que ele queria dizer e muitos também dizem é que nós podemos e temos o direito de nos divertir, mas por que ignorar a Deus em prol dessa diversão? Deus está presente em todos os lugares e não temos motivo para não vê-Lo ou ignorá-Lo (Romanos 1.18-20). O que eu quero dizer é todos nós podemos ter um momento de diversão, mas sempre tendo Deus e Sua obra em mente. Aliás, estar na presença de Deus é muito mais benéfico e divertido do qualquer outra coisa que possamos fazer!


Deus abençoe a todos e bom fim de férias!



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Situações difíceis

A cada dia nos deparamos com situações totalmente diferentes, momentos dos mais diversos. Algumas situações são tão diferentes, tão inusitadas, que beiram o pitoresco. Vejo isso não só na vida em sociedade, mas também no âmbito mais íntimo das nossas interações. Podemos trazer isso pro nosso mundo cristão (se é que temos um mundo nesse mundo...). Vemos tantas coisas inusitadas surgindo no nosso meio que não sabemos como nos comportar, como lidar ou como resolver situações que se tornam problema.
Temos que admitir que não estamos preparados para lidar com situações complicadas, que envolvem emoções humanas, transtornos sociais e de identidade, condições do ser humano, algumas das quais só Deus pode compreender.
Em nossa congregação estamos nos deparando com algumas situações delicadas, que envolvem pessoas e suas particularidades, o que é muito difícil de lidar. Vemos pessoas julgando e sendo julgadas, o que não o objetivo central. Jesus disse: “Não julgueis para que não sejais julgados. Pois com a mesma medida com que julgardes vos julgarão a vós!” Mateus 7.1-2.
O que muitos esquecem é que nossos irmãos são pessoas, seres humanos, muitas vezes, com problemas, dificuldades, coisas dentro de si que precisam ser trabalhadas, com só com chicotadas severas, mas sim com amor, com a palavra de Deus, com oração, busca a Sua presença e, acima de tudo, preservação do livre arbítrio dado por Deus às pessoas. Eu posso ajudar alguém a mudar de vida, mas não posso obrigá-lo a fazer isso. Se ele não quiser, não há nada a se fazer. Isso foi problema em nossas igrejas durante muitos anos, pois não havia noção de liberdade entre nós. Hoje precisamos entender que cada um é e vai ser aquilo que quiser ser.
Precisamos nos preparar, imediatamente, para lidar com tudo o que nos está aparecendo; e não isso não significa só expulsar, julgar e condenar ao inferno os problemáticos, pois isso não é cuidado, é egoísmo e hipocrisia. Cuidar é primeiramente amar, depois orientar e finalmente confiar. Precisamos aprender a ser assim, o quanto antes, para o nosso bem e o bem dos nossos próximos.