terça-feira, 13 de agosto de 2013

De que temos medo?

Durante muitos anos lutamos contra muitos inimigos dos mais diversos tipos. Hoje, acredito que o maior inimigo da nossa sociedade é o medo. Mas por que especificamente o medo? Creio que somos assolados pelo medo por causa das cobranças de familiares e de toda a sociedade; por causa da extrema competição a que estamos submetidos todos os dias em nossos trabalhos, escolas, faculdades; por causa da sensação de insegurança que ronda as nossas grandes cidades; e até mesmo pela nossa falta de orientação psicológica, e mais do que tudo, espiritual.
Eu tenho medo do que não conheço, isso todos nós temos! Mas até onde esse medo é uma coisa normal e quando ele se torna algo prejudicial, algo que faz com que percamos oportunidades de crescimento e mudança? Vejo muitas pessoas que colocam barreiras entre si e Deus por causa do medo; medo de ser assaltado se sair tarde da reunião na igreja; medo de desagradar o cônjuge por se dedicar demais à Obra; medo de incentivar mudanças na forma tradicional de adorar da congregação; medo de se envolver com a Presença de Deus e ter que abandonar seus antigos vícios e defeitos.
Em tudo colocamos dificuldades, a tudo complicamos, sendo que as coisas são tão simples! Eu não esqueci mais do texto que ouvi há algumas semanas, que dizia: “No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor” 1Jo 4.18
Que palavras maravilhosas! Elas nos dão forças para continuar crendo e para não nos deixarmos levar pelo medo, que sempre vai existir. Não condeno aqui quem tem medo por morar em lugar perigoso, ter cônjuge incompreensivo ou por não saber com o que está lidando, mas quero incentivar a todos para não perdermos, por causa do medo, chances extraordinárias de estarmos com Deus, de sermos revertidos do Seu poder, de sermos curados de nossas feridas e maldições, de termos uma nova razão de viver. Não tenhamos medo de ir até Deus, e a partir daí não teremos medo de mais nada!

Experimente crer!
Deus vai te abençoar!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fardos que ainda carregamos

Há algum tempo venho pensando em algumas pessoas que nunca mais tive a oportunidade de encontrar, conversar ou simplesmente trocar algumas palavras, pois cada uma seguiu seu caminho. Alguns escolheram caminhos mais altos, outros escolheram caminhos mais largos, alguns simplesmente escolheram ficar parados. Resumindo, muitas pessoas com quem eu convivia escolheram caminhos diferentes do que eu estou percorrendo, e isso é totalmente natural.
O que nós não podemos nos esquecer é que cada um escolhe – e tem o direito de escolher – o caminho que vai seguir, e não somos nós, no nosso muito falar, muito agir, muito brigar, que vamos conseguir fazer com que esse ou aquele mudem de opinião. Mas, afinal, por que fazer alguém mudar de opinião? Por que aquela pessoa pode se perder no caminho que está escolhendo trilhar? Mas a escolha de trilhá-lo não foi sua? Então, as consequências de trilhá-lo não podem ser de outro, senão daquele fez a escolha!
Parece que estamos nos desesperando para convencer as pessoas de que elas precisam vir receber a salvação e nos esquecendo que receber ou não a salvação é uma escolha da pessoa, movida pelo Espírito Santo de Deus, e não pelo nosso poder de persuasão. Percebo também que muitos dos que se afastaram ao longo dos anos, afastaram-se por não suportar mais os pesados fardos que eram lançados sobre eles, não por Deus, mas por homens. Jesus mesmo disse, num dos versículos mais conhecidos da Bíblia: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossa alma. Por que o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve." Mateus 11.29,30
Acabamos, muitas vezes sem querer, lançando sobre as pessoas fardos pesados que as fazem desistir de continuar perseverando no caminho até Deus, e quando elas desistem, lançamos esse fardo sobre nós mesmos, tentando trazê-las de volta a qualquer custo, muitas vezes contra sua vontade. Carregamos fardos, quando já somos livres de todos eles.
Não digo que erramos chamando aqueles que andam por caminhos tortuosos para voltarem ao caminho estreito que conduz à Salvação, mas devemos entender que cada um escolhe o caminho que quer seguir e devemos dar tempo às pessoas para que se conscientizem do que estão fazendo. Tudo tem seu tempo, até mesmo a salvação dos que ainda não a querem (Ec 3.1-11). Não quero também que paremos de chamar os afastados, mas sim que não nos angustiemos com os que ainda não querem ouvir. Se eles não querem ouvir, é uma escolha deles, baseada no livre arbítrio, que Deus deu a cada um de nós. Devemos, sim, conscientizá-los do que estão fazendo, aí sim entregar-lhes a decisão. Vamos continuar orando, para que cada vez mais pessoas escolham, finalmente, o caminho certo, que é Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida!

Que Deus nos dê forças


e continue nos abençoando!