quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fardos que ainda carregamos

Há algum tempo venho pensando em algumas pessoas que nunca mais tive a oportunidade de encontrar, conversar ou simplesmente trocar algumas palavras, pois cada uma seguiu seu caminho. Alguns escolheram caminhos mais altos, outros escolheram caminhos mais largos, alguns simplesmente escolheram ficar parados. Resumindo, muitas pessoas com quem eu convivia escolheram caminhos diferentes do que eu estou percorrendo, e isso é totalmente natural.
O que nós não podemos nos esquecer é que cada um escolhe – e tem o direito de escolher – o caminho que vai seguir, e não somos nós, no nosso muito falar, muito agir, muito brigar, que vamos conseguir fazer com que esse ou aquele mudem de opinião. Mas, afinal, por que fazer alguém mudar de opinião? Por que aquela pessoa pode se perder no caminho que está escolhendo trilhar? Mas a escolha de trilhá-lo não foi sua? Então, as consequências de trilhá-lo não podem ser de outro, senão daquele fez a escolha!
Parece que estamos nos desesperando para convencer as pessoas de que elas precisam vir receber a salvação e nos esquecendo que receber ou não a salvação é uma escolha da pessoa, movida pelo Espírito Santo de Deus, e não pelo nosso poder de persuasão. Percebo também que muitos dos que se afastaram ao longo dos anos, afastaram-se por não suportar mais os pesados fardos que eram lançados sobre eles, não por Deus, mas por homens. Jesus mesmo disse, num dos versículos mais conhecidos da Bíblia: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossa alma. Por que o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve." Mateus 11.29,30
Acabamos, muitas vezes sem querer, lançando sobre as pessoas fardos pesados que as fazem desistir de continuar perseverando no caminho até Deus, e quando elas desistem, lançamos esse fardo sobre nós mesmos, tentando trazê-las de volta a qualquer custo, muitas vezes contra sua vontade. Carregamos fardos, quando já somos livres de todos eles.
Não digo que erramos chamando aqueles que andam por caminhos tortuosos para voltarem ao caminho estreito que conduz à Salvação, mas devemos entender que cada um escolhe o caminho que quer seguir e devemos dar tempo às pessoas para que se conscientizem do que estão fazendo. Tudo tem seu tempo, até mesmo a salvação dos que ainda não a querem (Ec 3.1-11). Não quero também que paremos de chamar os afastados, mas sim que não nos angustiemos com os que ainda não querem ouvir. Se eles não querem ouvir, é uma escolha deles, baseada no livre arbítrio, que Deus deu a cada um de nós. Devemos, sim, conscientizá-los do que estão fazendo, aí sim entregar-lhes a decisão. Vamos continuar orando, para que cada vez mais pessoas escolham, finalmente, o caminho certo, que é Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida!

Que Deus nos dê forças


e continue nos abençoando!

Um comentário:

  1. Gostei muito das suas palavras. Que o Senhor te abençoe e te dê sabedoria para escrever muito mais sobre a palavra Dele. Você está andando no caminho certo, parabéns pelo seu blog! <3

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