domingo, 18 de maio de 2014

O que levamos daqui?

Mais uma vez vou começar um texto desse blog falando do tempo que passei sem escrever das coisas que eu vivi no que passei distante dele. Me questionava se ainda colocaria algo neste blog, que há tanto tempo escrevo, sem notar qualquer importância. Quero iniciá-lo com uma frase parecida com a que escrevi no texto passado. Quantas coisas eu aprendi nesses últimos dias?! Tantas experiências tão fortes, tantas coisas me transmitindo mensagens infinitas, que me marcaram como nunca antes em minha vida. Pensei que não conseguiria transformar tudo em palavras, por isso quis desistir desse “diário”.

Mas subitamente me achei dentro dele e escrevendo sobre o que acontece na vida, não na minha, mas na de todos nós. Dando uma volta pelas postagens mais antigas percebi em cada texto a memória de cada situação, de cada experiência vivida, e mais ainda, de como eu encarei cada uma delas. Fico feliz por alguns avanços, mas também fico triste por ver que alguns erros são recorrentes.

A verdade mesmo é que a nossa vida é feita de momentos, e que não existe nada nela que seja permanente ou eterno. Os lugares mudam, as pessoas mudam, nós mudamos e não conseguimos mais voltar.

Há um mês precisei lidar com uma antiga conhecida minha, que várias vezes passa por perto de mim levando alguém que me é caro: a morte. Dessa vez, em dose dupla! Um tio faleceu com infecção hospitalar apenas um mês depois do falecimento da minha outra tia, (Veja o texto aqui). Três semanas depois um irmão muito querido da nossa congregação também faleceu subitamente, em casa (Falo dele nesse texto). Pode parecer fácil falar da morte deles aqui, mas não é. Demorei para superar estas perdas, por isso não conseguia escrever nada.

Desde então um pensamento vinha rondando a minha cabeça: a morte é algo iminente, a qualquer momento podemos partir, e aí, o que vai acontecer? Quase todas as religiões falam da morte, afinal ela faz parte de vida. Cada uma ao seu jeito. A Bíblia nos diz que depois da morte não há mais nada, há apenas a espera pela vinda de Cristo. Já os espíritas creem na reencarnação. Cada crê no que acha que deve. O que importa mesmo é que a vida seja vivida intensamente, e que nós não precisemos mais de outras coisas além dela para nos satisfazermos. Pensando assim, decidi que queria viver coisas que ainda não tinha vivido, saber o que é cada coisa, cada experiência, antes que eu parta também, sem nunca ter sabido o que é andar sobre o arrimo do mar.

Pois, como diz a Bíblia, “(...) não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.Tiago 4: 14. Essa é uma verdade antiga, que eu ainda não tinha parado para perceber, mas que foi mostrada nesse tempo de reclusão, reflexão, dor e aprendizado. Talvez eu cometa alguns erros nessa minha atitude, sou apenas um jovem de 20 anos que não sabe nada da vida. Mas a Palavra também diz: seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento.Eclesiastes 11.9.

Acho que é esse momento que eu estou vivendo agora. Logo mais lá na frente já estarei vivendo outros momentos, aí outras experiências acontecerão, outros desafios aparecerão, alegrias e tristezas surgirão. O que importa é viver de tudo um pouco e aprender o máximo possível. O que levamos daqui é isso! As experiências que tivemos, os amores que sentimos, tudo aquilo que faz parte do nosso ser. Acho que está na hora de encerrar. Este é o maior texto que já escrevi até aqui, e não falei nem metade do que eu queria falar. Mas acho que falei o que devia. Amanhã, se eu estiver vivo, quem sabe eu fale pouco mais...