Mais uma vez vou começar um texto desse blog falando do tempo que passei sem escrever das coisas que eu vivi no que passei distante dele. Me questionava se ainda colocaria algo neste blog,
que há tanto tempo escrevo, sem notar qualquer importância. Quero iniciá-lo com
uma frase parecida com a que escrevi no texto passado. Quantas coisas eu
aprendi nesses últimos dias?! Tantas experiências tão fortes, tantas coisas me
transmitindo mensagens infinitas, que me marcaram como nunca antes em minha
vida. Pensei que não conseguiria transformar tudo em palavras, por isso quis
desistir desse “diário”.
Mas subitamente me achei dentro dele e
escrevendo sobre o que acontece na vida, não na minha, mas na de todos nós.
Dando uma volta pelas postagens mais antigas percebi em cada texto a memória de
cada situação, de cada experiência vivida, e mais ainda, de como eu encarei
cada uma delas. Fico feliz por alguns avanços, mas também fico triste por ver
que alguns erros são recorrentes.
A verdade mesmo é que a nossa vida é feita de
momentos, e que não existe nada nela que seja permanente ou eterno. Os lugares
mudam, as pessoas mudam, nós mudamos e não conseguimos mais voltar.
Há um mês precisei lidar com uma antiga
conhecida minha, que várias vezes passa por perto de mim levando alguém que me é
caro: a morte. Dessa vez, em dose dupla! Um tio faleceu com infecção hospitalar
apenas um mês depois do falecimento da minha outra tia, (Veja o texto
aqui). Três semanas depois um irmão muito querido da nossa congregação também faleceu subitamente, em casa (Falo dele nesse texto). Pode parecer fácil falar da morte deles aqui, mas não é. Demorei para superar estas perdas, por isso não conseguia escrever nada.
Desde então um pensamento vinha rondando a
minha cabeça: a morte é algo iminente, a qualquer momento podemos partir, e aí,
o que vai acontecer? Quase todas as religiões falam da morte, afinal ela faz
parte de vida. Cada uma ao seu jeito. A Bíblia nos diz que depois da morte não
há mais nada, há apenas a espera pela vinda de Cristo. Já os espíritas creem na
reencarnação. Cada crê no que acha que deve. O que importa mesmo é que a vida
seja vivida intensamente, e que nós não precisemos mais de outras coisas além
dela para nos satisfazermos. Pensando assim, decidi que queria viver
coisas que ainda não tinha vivido, saber o que é cada coisa, cada experiência,
antes que eu parta também, sem nunca ter sabido o que é andar sobre o arrimo do
mar.
Pois,
como diz a Bíblia, “(...) não sabeis o que acontecerá
amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e
depois se desvanece.” Tiago 4: 14. Essa é uma
verdade antiga, que eu ainda não tinha parado para perceber, mas que foi mostrada
nesse tempo de reclusão, reflexão, dor e aprendizado. Talvez eu cometa alguns erros nessa minha
atitude, sou apenas um jovem de 20 anos que não sabe nada da vida. Mas a
Palavra também diz: “seja feliz o seu coração nos dias da
sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar;
mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento.” Eclesiastes 11.9.
Acho
que é esse momento que eu estou vivendo agora. Logo mais lá na frente já estarei
vivendo outros momentos, aí outras experiências acontecerão, outros desafios
aparecerão, alegrias e tristezas surgirão. O que importa é viver de tudo um
pouco e aprender o máximo possível. O que levamos daqui é isso! As experiências
que tivemos, os amores que sentimos, tudo aquilo que faz parte do nosso ser. Acho
que está na hora de encerrar. Este é o maior texto que já escrevi até aqui, e
não falei nem metade do que eu queria falar. Mas acho que falei o que devia.
Amanhã, se eu estiver vivo, quem sabe eu fale pouco mais...
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