22 de julho de 2014. Quase três meses
sem escrever aqui. A rotina não nos deixa parar um só instante nessa busca pelo
lugar ao Sol. Mas, finalmente, graças a Deus, parei e pude retornar a este
esconderijo super exposto chamado “Caminhando”.
Nos últimos três meses aconteceram
coisas na minha vida que me marcarão para sempre. Se você for olhar as
postagens mais antigas, vai perceber que sempre que eu passo um tempo sem
escrever, digo que vivi muitas experiências marcantes naquele período. Na verdade,
tudo para mim é marcante; um nascer do sol; um “bom dia” de alguém querido; o
olhar das pessoas que passam na rua; um sonho realizado; um desejo satisfeito; um "te amo" de quem não se espera; uma simples noite de sono em um quarto escuro. Tudo tem um significado especial
em determinado momento.
Fiz muitos planos para esse período,
entrei em muitos grupos para organizar muitas coisas, acreditando que elas
seriam importantes para mim. Com o tempo – este que sempre procuro ouvir e dele
aprender – comecei a ver para onde estaria indo, que decisões eu estaria
tomando e que consequências elas iriam trazer para minha vida. Nesse momento
resolvi voltar atrás. Uma coisa que não tenho medo é de voltar atrás e
reconhecer que peguei o caminho errado. Para mim, pior do que pegar o caminho
errado é não ter capacidade de voltar atrás e pegar o caminho certo.
Abri mão de todos aqueles planos em nome
da paz, da quietude, das reflexões que tenho tido agora. Refletindo durante
esse tempo, a maior conclusão que vem a mim são as lágrimas que escoam dos meus
olhos, expressando a gratidão por estar tendo esse espaço para parar e rever a
minha vida e por não ter cometido mais um erro que me faria sofrer.
Encarei muitas críticas, sim. Abandonar
grandes planos para passar dias... em casa. Pode parecer sem graça, mas faz
toda diferença parar, se recolher à solidão, olhar para dentro, ver o que há de
errado e tentar melhorar. É isso que eu quero agora. Olhar para dentro, ver
onde eu tenho errado, o que tem me feito mal, e mudar, me renovar. No começo dói,
mas depois a recompensa vem.
Que assim, com penas novas e sem os
pesos do passado, os voos possam ser mais altos e a lugares cada vez mais
distantes, sem nunca esquecer o caminho de volta ao ninho, para futuras e
constantes renovações.

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