Novembro. Mais um período que se inicia, rumo ao fim de mais um ano
de tantas coisas especiais e diferentes que aconteceram. Começo este texto meio
enferrujado na escrita, depois de 4 meses sem escrever, envolto que estava em
acontecimentos intensos que têm marcado minha vida ultimamente.
De várias coisas que eu poderia falar aqui, vou me ater a uma que me
move e me faz acreditar que as coisas podem ser melhores no futuro: o amor. O
amor, quando vem, nos abre a visão para mundos muito diferentes dentro do mundo
que estávamos vivendo. Aos que dizem que o amor é cego, eu tenho que discordar:
o amor é como um colírio, que limpa a visão até do mais alienado e faz com que
este veja quem é de verdade.
Sim, o amor nos faz ver quem somos de verdade, porque o amor inunda, com
a água de uma chuva serôdia, o interior do nosso ser – às vezes tomado pela
escuridão da solidão – fazendo com que, amedrontados e inseguros com aquela
maravilhosa invasão, olhemos para dentro, à procura do que nos invade, na vã
tentativa de expulsar o sentimento que se instaura por completo. Junto com o
amor, vemos os nossos defeitos, manchas que contrastam com a pureza de tão belo
sentimento.
E ele dificilmente vai embora. Se ele for regado, como a plantinha com a
qual o comparam, o amor não permite que suas raízes sejam arrancadas; tal como
a árvore do semiárido, ele finca ainda mais fundo as suas raízes, e vai tomando
conta de tudo, até se tornar parte de quem nós somos.
Muito se fala do sofrimento causado pelo amor, da tristeza que a falta
dele causa em alguém. Eu acredito que maior do que o sofrimento do desamor é,
com certeza, a alegria de amar e ser amado; a paz que vem trazida é imensa. As
angústias podem até existir, afinal, ninguém deseja perder, por qualquer
motivo, aquilo que ama. Mas tudo de ruim fica menor quando se encontra algo por
que viver de verdade. As aflições ficam menores, as coisas ruins perdem seu
fundamento.
A Bíblia traz um versículo chave sobre o amor que me traz muita calma e
confiança quando penso em minhas debilidades e no bem que o amor pode fazer.
Ele diz: “No amor não há medo, antes
o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo tem consigo a pena, e o que
teme não é perfeito em amor." 1João 4.18. E é isso que eu tenho vivido agora.
Tenho experimentado muitas outras coisas novas em
minha vida, mas não haveria espaço para relatá-las todas aqui. O que deixo de
mais importante é o amor que tem me alcançado, que tem curado feridas antigas,
tem limpado áreas sujas que antes eram dominadas pela escuridão do
esquecimento. Esse amor tem quebrado as barreiras, aberto as portas e mostrado
que sempre podemos aprender mais, crescer mais, melhorar mais. E que
prevaleça o amor! Sempre!
Dedico este texto a
você,
que chegou a mim esse
ano,
com o amor de uma vida
toda.
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