quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Do amor e seus efeitos

Novembro. Mais um período que se inicia, rumo ao fim de mais um ano de tantas coisas especiais e diferentes que aconteceram. Começo este texto meio enferrujado na escrita, depois de 4 meses sem escrever, envolto que estava em acontecimentos intensos que têm marcado minha vida ultimamente.
De várias coisas que eu poderia falar aqui, vou me ater a uma que me move e me faz acreditar que as coisas podem ser melhores no futuro: o amor. O amor, quando vem, nos abre a visão para mundos muito diferentes dentro do mundo que estávamos vivendo. Aos que dizem que o amor é cego, eu tenho que discordar: o amor é como um colírio, que limpa a visão até do mais alienado e faz com que este veja quem é de verdade.
Sim, o amor nos faz ver quem somos de verdade, porque o amor inunda, com a água de uma chuva serôdia, o interior do nosso ser – às vezes tomado pela escuridão da solidão – fazendo com que, amedrontados e inseguros com aquela maravilhosa invasão, olhemos para dentro, à procura do que nos invade, na vã tentativa de expulsar o sentimento que se instaura por completo. Junto com o amor, vemos os nossos defeitos, manchas que contrastam com a pureza de tão belo sentimento.
E ele dificilmente vai embora. Se ele for regado, como a plantinha com a qual o comparam, o amor não permite que suas raízes sejam arrancadas; tal como a árvore do semiárido, ele finca ainda mais fundo as suas raízes, e vai tomando conta de tudo, até se tornar parte de quem nós somos.
Muito se fala do sofrimento causado pelo amor, da tristeza que a falta dele causa em alguém. Eu acredito que maior do que o sofrimento do desamor é, com certeza, a alegria de amar e ser amado; a paz que vem trazida é imensa. As angústias podem até existir, afinal, ninguém deseja perder, por qualquer motivo, aquilo que ama. Mas tudo de ruim fica menor quando se encontra algo por que viver de verdade. As aflições ficam menores, as coisas ruins perdem seu fundamento. 
A Bíblia traz um versículo chave sobre o amor que me traz muita calma e confiança quando penso em minhas debilidades e no bem que o amor pode fazer. Ele diz: No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor." 1João 4.18.  E é isso que eu tenho vivido agora. 
Tenho experimentado muitas outras coisas novas em minha vida, mas não haveria espaço para relatá-las todas aqui. O que deixo de mais importante é o amor que tem me alcançado, que tem curado feridas antigas, tem limpado áreas sujas que antes eram dominadas pela escuridão do esquecimento. Esse amor tem quebrado as barreiras, aberto as portas e mostrado que sempre podemos aprender mais, crescer mais, melhorar mais. E que prevaleça o amor! Sempre!

Dedico este texto a você,
que chegou a mim esse ano,
com o amor de uma vida toda. 


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