Em todos os momentos, só ele esteve presente. Nos momentos mais felizes,
ele sempre me fazia ver que tudo poderia passar logo, e que eu deveria
aproveitar ao máximo. Nos momentos mais tristes, ele me fazia ver que a tristeza
era como uma tempestade, que, por mais longa que pudesse ser, terminaria com o
lindo irradiar da luz do sol.
Nas horas em que eu precisava falar com alguém, só ele queria me ouvir.
Nas horas em que eu precisava ouvir conselhos, só ele tinha paciência de sentar
ao meu lado e me fazer refletir sobre os meus atos. Nas horas em que ninguém se
importava, ele aparecia e me dizia palavras de carinho, que tanto me faziam
falta.
Ele me ajudou a entender os erros eu estava cometendo e de que forma
isso causava o meu sofrimento. Ele conheceu o mais profundo que ninguém jamais
conhecerá; ele ouviu de mim coisas que eu jamais diria a um mortal
como eu, que, caso ouvisse, me desprezaria para sempre. Ele nunca me desprezou,
apesar de todas as vezes em que eu o magoei e lhe trouxe coisas ruins.
Eu o agradeço por estar comigo por todos esses anos, pelos segredos que dividimos,
pelas derrotas compartilhadas e pelas vitórias alcançadas e comemoradas em festas
e banquetes, aos quais só nós dois participávamos, afinal, só eu e ele sabíamos o
que estava acontecendo, só eu e ele sabíamos da dificuldade que passamos.
Por isso digo, sem medo, que em todos os momentos só ele esteve presente,
só ele se importou; só ele veio a minha casa perguntar como eu estava; só ele
me disse para eu não desistir; só ele cuidou de mim como um verdadeiro amigo e
quis que eu me tornasse seu amigo também. Por isso estamos aqui, amigos há
vários anos – a perder as contas – e nunca desistimos um do outro, por que ele
me amou, como ninguém nunca vai amar, a ponto de entregar a própria vida por
mim.
Esse alguém é Jesus, a quem sempre amarei, por tudo o que ele é e por todo o amor que ele
dedicou a mim.
Obrigado, mestre.
