Hoje foi um dia muito importante para a política brasileira. É inegável que a situação política do país é de crise, e que inúmeras dificuldades abatem o povo e o sistema de governo. A corrupção na maior empresa brasileira, a Petrobrás; o ajuste fiscal que aumentou preços e cortou benefícios dos mais necessitados; o corte de investimentos em setores básicos como educação e saúde estão engasgados na guela do povo, que saiu às ruas para protestar mais uma vez em busca dos seus direitos.
Em São Paulo, 1 milhão de pessoas encheram a Avenida Paulista; em Brasília, a esplanada dos ministérios foi tomada por 45 mil pessoas; no Rio de Janeiro, 15 mil pessoas foram à praia de Copacabana em protesto ao governo; à atual presidente, Dilma Roussef; ao seu partido, o Partido dos Trabalhadores e a todos os erros da administração do país.
O que não se pode deixar de perceber são algumas reivindicações incabíveis dos manifestantes, como o impeachment da presidente e a volta da ditadura militar. Certamente, por desinformação ou por impensado radicalismo, esses manifestantes não têm a real noção do que reivindicam.
A ditadura militar foi um período de 20 anos onde as forças militares governaram o Brasil, na tentativa de impedir o avanço comunista pelo país e pela América do Sul, na época da bipolaridade entre capitalistas, liderados pelos Estados Unidos, e socialistas, liderados pela União Soviética. A vida do cidadão foi sitiada, e vários direitos foram abolidos, como o próprio de direito de falar contra o governo e manifestar publicamente indignação.
Já a deposição da presidente não teria o efeito esperado pelos manifestantes, já que a corrupção não começou com o governo Dilma, e aparentemente não terminará no seu governo. Em seu lugar, quem assumia o governo seria o vice, Michel Temer, e, na sua falta, quem assumiria seria o presidente do Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, todos eles já envolvidos em escândalos de corrupção.
O que precisamos não é da deposição da presidente ou da volta ao período ditatorial. O que precisamos é que o povo desperte para o que realmente importa e deve ser investido nesse governo, reforma política, saúde preventiva e gestão competente e transparente, em todas as esferas. Mas principalmente, pelo que precisamos brigar mesmo é por educação de qualidade, formadora de cidadãos críticos, inalienáveis, conhecedores de seus direitos e obrigações, praticantes da boa conduta e da cordialidade a todos.
Por isso sim, precisamos lutar, e essa luta sim, tem muitas vitórias para alcançar!
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