terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Gratidão é a palavra

Bom, termina mais um ano, mais um ciclo que se fecha, mais um período das nossas vidas que fica para traz dando um espaço para um novo ano cheio de novas esperanças, boas vibrações e projetos para serem realizados! Um belo clichê, não é?! Só faltava vir escrito no final “Feliz 2014” e pronto, daria um ótimo anúncio de alguma festa de réveillon. A realidade, como se presume que todos já devam saber, é bem diferente. A passagem de ano, na verdade, não passa de uma mudança cronológica que nos orienta no tempo. Mudança mesmo acontece em cada um de nós.
Acredito que no último dia do ano, o ideal não seria fazer desejos para um ano novo melhor, mas sim visualizar o que passou, aprender com o erros e continuar nos acertos. Não posso deixar de dizer que 2013 teve e terá uma importância especial na minha vida. Este ano consegui, ainda que já não acreditasse mais ser possível, minha entrada na Universidade, coisa que é muito importante na vida de qualquer pessoa; pude conhecer pessoas diferentes, que tanto acrescentaram com suas diferenças e semelhanças; pude vivenciar experiências únicas na minha vida; experimentei um crescimento e um pouquinho da vida adulta que já começa a dar o ar de sua graça.
É claro que todas essas experiências não vieram de maneira tão fácil. Tudo que é novo causa dificuldade e resistência à primeira vista. Passo hoje por um momento de reflexão sobre o que essas conquistas desse ano representarão nos anos que virão (se vierem; nunca nos esqueçamos de esperar a volta de Cristo!). E num momento como esses, Deus se torna ainda mais importante. Encarei muitas dificuldades no relacionamento com Ele nesse ano; muitas coisas pareciam me afastar de Deus e eu parecia segui-las. Felizmente, Deus mostrou que não me deixou e nunca vai me deixar; possa eu encarar a dificuldade que for, Ele estará do meu lado, me apoiando sempre.
Não falo de crise, mas falo das desconstruções necessárias a uma renovação. E é isso que fica desse período de reflexão que passo. Levo de 2013 as marcas de experiências boas, e, ao mesmo tempo, desafiadoras. Para 2014 não faço planos maravilhosos, por que sei que praticamente nenhum vai se realizar. Quero só a presença de Deus, pois isto fará com que as coisas que acontecerão, sejam boas ou ruins, tenham um novo sentido, de crescimento, de renovação. Minha palavra para encerrar este ano: “Gratidão”. Sempre, muita gratidão! E assim  a gente segue, para mais quantos “anos novos” vierem por aí.


E pra fechar o clichê...



Boas festas a todos!
Até ano que vem! rs

sábado, 28 de dezembro de 2013

O tempo e os contratempos

Hoje, faltando três dias para o fim do ano, achei que deveria escrever algo antes que o ano acabasse e o blog passasse o réveillon em branco – ao invés de vestindo branco – ou melhor, na penumbra. Realmente, o ano está terminando, muitas coisas importantes aconteceram e, de tantas coisas, quase não dá para falar de nada. Mas não custa nada tentar...
Queria ter podido escrever antes, mas é incrível como nossa vida tem se transformado rapidamente numa correria insana que não tem nos dado tempo para mais nada. Arrumamos algo para fazer e a impressão que temos é que essa coisa toma todo nosso tempo. E essa falta de tempo tem sido geral. E assim, nessa ocupação excessiva, as coisas pequenas têm perdido vez e ficando cada vez mais enterradas na montanha de tarefas para fazer, problemas para resolver, imprevistos para lidar. Finalmente tem chegado a época em que as pessoas podem parar por pelo menos alguns dias e aproveitar a família, os amigos, o aconchego do lar, e, mais do que nunca, voltar a ter comunhão com Deus.
Não tem sido – e provavelmente nunca será – fácil conciliar momentos tão distintos, convivências tão difíceis, pensamentos diametralmente opostos. Quando chega um tempo desses, de parada, de descanso e reconstrução, cada segundo se torna especial, a cada momento, um aprendizado novo. Várias vezes Deus nos fala em Sua Palavra que devemos usar bem o tempo. Em Salmos, o autor pede ao Senhor: Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios." Salmos 90:12. Usar bem o tempo. Talvez esse tenha um sido um dos maiores desafios encarados por todos nesse ano.
Ademais de todos esses desafios, 2013 foi um ano especial, ano em que pude experimentar coisas que jamais havia imaginado ou sonhado. Algumas dessas coisas foram muito boas, outras nem tanto assim, mas cada uma deixa sua lição, não só para agora, mas sim para toda a vida.
Sou grato, infinitamente grato a Deus por tudo que aprendi, construí, conquistei, e até mesmo pelo que perdi nesse ano que se finda. Tudo o que acontece, acontece para o nosso bem, como está escrito em Romanos 8.28. Agora, meu maior desafio é voltar a Deus, reestabelecer meu relacionamento com Ele, e graças a Ele, o tempo está disponível. Basta só que eu aprenda a usá-lo, para o meu maior proveito, e mais ainda, para o proveito de Deus na minha vida!


Obrigado Deus, por tudo
que aconteceu este ano.
Obrigado!

sábado, 9 de novembro de 2013

Um dia como outro qualquer

Hoje é um daqueles dias que as pessoas dizem ser um dos mais importantes, que elas querem que seja especial, marcante, emocionante, e tudo mais. Atualmente já não vejo mais dessa forma, mas tem muita gente que quando chega no dia do aniversário, acha que vai ter o dia mais especial da sua vida. Será mesmo que é assim?
Talvez você se pergunte: por que eu estou falando isso? Bom, hoje, 9 de novembro, é meu aniversário de 20 anos, e resolvi escrever algo que pudesse registrar essa data. Não, eu não quero que hoje seja um dia especial, marcante e emocionante. Venho me preparando desde janeiro para que hoje fosse um dia como outro qualquer. Ah, mas teve umas coisas legais!
Primeiro tive a oportunidade (forçada) de encontrar os amigos no sábado – já que hoje teve aula de reposição na Faculdade – e foi legal receber o carinho desses colegas com quem estamos construindo amizades. Pude também passar um tempo com a minha mãe, com quem eu nunca mais tinha sentado para conversar. Pude perceber que tenho conseguido conquistar as pessoas e isso é bom. Mas o melhor de tudo foi ter tempo para falar com Deus. Realmente, os compromissos, as cobranças, a agitação não têm permitido que eu possa estar com Ele, e esses momentos são de suma importância. Um instante com Deus já valeu todo o tempo de saudade.
E é esse sentimento que fica, o de aliança renovada, o de compromisso refeito, de entrega reafirmada. Não houve festa, não houve nenhum tipo de comemoração ou qualquer coisa para marcar o dia. Mas só essas pequenas coisas já se tornaram presentes, por terem se tornado importantes. E no final das contas tudo o que a gente tem de bom na vida são as coisas mais simples, os amigos, os parentes, os amores, os momentos de união e intimidade. Isso é o que fica. Isso é o que vale a pena.

Obrigado Deus, por mais um ano de vida,

Por tantos sonhos realizado ao longo desse ano.
Obrigado.

sábado, 12 de outubro de 2013

Inocência, bondade, esperança, verdade

No dia de hoje, o que poderia escrever sobre Deus ou sobre o relacionamento com Ele? Hoje se comemora o Dia das crianças, elas que, apesar de amadas em muitos lares, ainda são muito mal tratadas, ignoradas e mal assistidas na sociedade. Isso falando das que sobrevivem à falta de cuidado e amor.
Na nossa congregação vemos tantas histórias de crianças que sofrem com a fome, a pobreza, falta de cuidados e oportunidades, mas ainda assim levam consigo o sorriso fácil, a brincadeira sempre oportuna, a simplicidade sem intenção e a esperança, contra todas as adversidades. Às vezes nos questionamos como elas conseguem fazer isso, esquecendo-nos de que um dia, nós também já fomos crianças, já tivemos o sorriso fácil e a esperança no amanhã. Que pena que isso passa.
Quando criança, muitos me diziam que eu deveria aproveitar, pois essa é a fase mais linda da nossa vida. Eu, imaturo, não acreditava. Achava a infância difícil, agressiva, sem liberdade, sem condições e oportunidades de fazer tudo o que se quer. Mal sabia eu do que estava falando! Realmente, não tive uma infância daquelas, mas tudo o que eu deveria ter, eu tive. Um sonho meu de criança era ter um barco em miniatura. Ficava extasiado quando via barcos na televisão. Nunca pude ter um, e vejo hoje que não precisava ter, por que a nossa família passava por necessidades muito maiores do que um querer infantil.
Hoje, agradeço a Deus por tudo o que passei na infância, seja bom ou ruim. As alegrias, os traumas – alguns ainda presentes, outros facilmente superados – os ganhos, as perdas, mudanças e conquistas, tudo fez com que eu fosse alguém melhor, e eu sei que ainda existe um longo caminho a percorrer.
Quando converso com uma criança - coisa que eu gosto muito de fazer - lembro sempre do versículo: E disse [Jesus]: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:3
Jesus, nesse versículo, não pediu que fôssemos imaturos como algumas crianças, mas sim que fôssemos inocentes como elas, esperançosos como elas, bondosos como elas, verdadeiros como elas. É difícil, sim, eu sei. As responsabilidades e o peso da vida adulta fazem aquela criança ser esquecida bem lá no fundo de nós, deixando espaço para as preocupações, tormentos e estresses do dia a dia. 
Não quero aqui cair em clichês e pedir que você traga a sua “criança interior” de volta, por que sei que isso é impossível. Mas quero te pedir que deixe a vida ser mais leve, sim pois, muitas vezes quando carregamos cargas, carregamos porque queremos, sendo que podíamos muito bem não carregá-las. Bastava olhar a vida com um olhar um pouco mais juvenil, e permitir que a vida seja bela e rica, como o olhar inocente, esperançoso, bondoso e verdadeiro de uma criança.

Deus abençoe a todos,
feliz dia das crianças, pessoal!





domingo, 6 de outubro de 2013

Deus fala conosco

Muitas vezes, em muitas situações da nossa vida, nos deparamos com caminhos tortuosos, escolhas difíceis que podem influenciar toda a nossa história, e nesses momentos, se faz mais do que necessária uma orientação, seja ela de quem for, para um caminho melhor trilhar. Ouvir conselhos pode ser bom, uma palavra de conforto também pode ajudar, mas o melhor conselho, a melhor ajuda, sempre vem de Deus. 
Mas como ouvir a Deus? Já vi pessoas querendo literalmente “escutar a voz de Deus”, como algum ser humano que fala aos nossos ouvidos com som, respiração, entonação e sentimento. Acredito que Deus não fale assim. Pode até falar, afinal, Ele é Deus e, para Ele, tudo é possível! Só que em todas as vezes em que Ele falou comigo – e eu sei que Deus falou comigo – não foi com uma voz audível, dessas que a gente ouve por aí. Deus falou comigo através do que acontecia comigo, e eu pude aprender grandes lições com isso. 
Quando eu estava terminando o meu ensino médio, eu não sabia muito bem o que queria da minha vida. Muita gente me dizia muita coisa. Diziam que eu deveria estudar mais para terminar o ensino médio, que eu deveria me dedicar ao vestibular, me meter em algum concurso público, ou então conseguir emprego em meio período. Um amigo meu, então, tentou viabilizar uma vaga de trabalho em meio período numa empresa de varejo para mim, e eu queria muito aquele emprego. Mas as coisas não deram certo (na minha visão limitada), não entrei na empresa e resolvi estudar para o vestibular.
Então, num belo dia, caminhando pela rua depois do cursinho, vi um funcionário com o uniforme da tal empresa fazendo cimento no meio da calçada. Naquele momento entendi qual era o propósito que Deus tinha em não me deixar entrar ali. Não quero dizer que o trabalho daquele homem estava sendo indigno, mas na hora me perguntei: “Será mesmo que eu preciso disso?”. Então entendi que Deus falava comigo para eu estudar, que Ele me daria um futuro melhor.
Nesses momentos a gente ouve tanta gente. Ouvimos colegas de estudo ou trabalho, conselheiros, gurus, amigos de vários lugares, quem sabe os parentes, muito de vez em quando os pais e, quase nunca, Deus. Ele tem tanto para nos dizer e ensinar. Por que desperdiçamos a oportunidade de ouvi-Lo escutando outras vozes? Deus nos ouve e nos conhece! Por parecer um jargão batido, mas é a realidade: Deus sabe o que é melhor para nós! Hoje estou na Universidade graças às orientações de Deus e da família. Precisamos pedir a Deus sensibilidade para enxergar as mensagens que Ele nos manda através da palavra de um parente, de um acontecimento do dia-a-dia e, acima de tudo, através da Sua Palavra.
Deus fala conosco! Ouça a sua voz! Ela vai te guiar por caminhos que você não conhecia, não tinha pensado e não tinha visto que são os melhores que você poderia ter trilhado!
Deus te abençoe e te guie.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

De que temos medo?

Durante muitos anos lutamos contra muitos inimigos dos mais diversos tipos. Hoje, acredito que o maior inimigo da nossa sociedade é o medo. Mas por que especificamente o medo? Creio que somos assolados pelo medo por causa das cobranças de familiares e de toda a sociedade; por causa da extrema competição a que estamos submetidos todos os dias em nossos trabalhos, escolas, faculdades; por causa da sensação de insegurança que ronda as nossas grandes cidades; e até mesmo pela nossa falta de orientação psicológica, e mais do que tudo, espiritual.
Eu tenho medo do que não conheço, isso todos nós temos! Mas até onde esse medo é uma coisa normal e quando ele se torna algo prejudicial, algo que faz com que percamos oportunidades de crescimento e mudança? Vejo muitas pessoas que colocam barreiras entre si e Deus por causa do medo; medo de ser assaltado se sair tarde da reunião na igreja; medo de desagradar o cônjuge por se dedicar demais à Obra; medo de incentivar mudanças na forma tradicional de adorar da congregação; medo de se envolver com a Presença de Deus e ter que abandonar seus antigos vícios e defeitos.
Em tudo colocamos dificuldades, a tudo complicamos, sendo que as coisas são tão simples! Eu não esqueci mais do texto que ouvi há algumas semanas, que dizia: “No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor” 1Jo 4.18
Que palavras maravilhosas! Elas nos dão forças para continuar crendo e para não nos deixarmos levar pelo medo, que sempre vai existir. Não condeno aqui quem tem medo por morar em lugar perigoso, ter cônjuge incompreensivo ou por não saber com o que está lidando, mas quero incentivar a todos para não perdermos, por causa do medo, chances extraordinárias de estarmos com Deus, de sermos revertidos do Seu poder, de sermos curados de nossas feridas e maldições, de termos uma nova razão de viver. Não tenhamos medo de ir até Deus, e a partir daí não teremos medo de mais nada!

Experimente crer!
Deus vai te abençoar!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fardos que ainda carregamos

Há algum tempo venho pensando em algumas pessoas que nunca mais tive a oportunidade de encontrar, conversar ou simplesmente trocar algumas palavras, pois cada uma seguiu seu caminho. Alguns escolheram caminhos mais altos, outros escolheram caminhos mais largos, alguns simplesmente escolheram ficar parados. Resumindo, muitas pessoas com quem eu convivia escolheram caminhos diferentes do que eu estou percorrendo, e isso é totalmente natural.
O que nós não podemos nos esquecer é que cada um escolhe – e tem o direito de escolher – o caminho que vai seguir, e não somos nós, no nosso muito falar, muito agir, muito brigar, que vamos conseguir fazer com que esse ou aquele mudem de opinião. Mas, afinal, por que fazer alguém mudar de opinião? Por que aquela pessoa pode se perder no caminho que está escolhendo trilhar? Mas a escolha de trilhá-lo não foi sua? Então, as consequências de trilhá-lo não podem ser de outro, senão daquele fez a escolha!
Parece que estamos nos desesperando para convencer as pessoas de que elas precisam vir receber a salvação e nos esquecendo que receber ou não a salvação é uma escolha da pessoa, movida pelo Espírito Santo de Deus, e não pelo nosso poder de persuasão. Percebo também que muitos dos que se afastaram ao longo dos anos, afastaram-se por não suportar mais os pesados fardos que eram lançados sobre eles, não por Deus, mas por homens. Jesus mesmo disse, num dos versículos mais conhecidos da Bíblia: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossa alma. Por que o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve." Mateus 11.29,30
Acabamos, muitas vezes sem querer, lançando sobre as pessoas fardos pesados que as fazem desistir de continuar perseverando no caminho até Deus, e quando elas desistem, lançamos esse fardo sobre nós mesmos, tentando trazê-las de volta a qualquer custo, muitas vezes contra sua vontade. Carregamos fardos, quando já somos livres de todos eles.
Não digo que erramos chamando aqueles que andam por caminhos tortuosos para voltarem ao caminho estreito que conduz à Salvação, mas devemos entender que cada um escolhe o caminho que quer seguir e devemos dar tempo às pessoas para que se conscientizem do que estão fazendo. Tudo tem seu tempo, até mesmo a salvação dos que ainda não a querem (Ec 3.1-11). Não quero também que paremos de chamar os afastados, mas sim que não nos angustiemos com os que ainda não querem ouvir. Se eles não querem ouvir, é uma escolha deles, baseada no livre arbítrio, que Deus deu a cada um de nós. Devemos, sim, conscientizá-los do que estão fazendo, aí sim entregar-lhes a decisão. Vamos continuar orando, para que cada vez mais pessoas escolham, finalmente, o caminho certo, que é Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida!

Que Deus nos dê forças


e continue nos abençoando!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O que está acontecendo com a gente?

Ontem (domingo, 21) foi dia de mais um culto em nossa igreja e em quase todas as igrejas cristãs evangélicas no Brasil. Mas um fato chamou a atenção de algumas pessoas: o reduzido número de participantes do culto. E alguns se perguntaram: o que está acontecendo com a igreja?
Não podemos deixar de perceber que estamos num mês de férias escolares, onde muitas pessoas decidem viajar por algumas semanas a lugares distantes, deixando (como na maioria das vezes) o culto para a próxima semana. 
Ao chegar à igreja, confesso que não tinha percebido isso. Até que um irmão muito querido chegou e se sentou ao meu lado. Me senti muito feliz em vê-lo ali, pois ele é um homem mais velho, mais experiente, com quem sempre converso para pedir conselhos, opiniões ou até mesmo apenas desabafar e sei que ele sempre vai ter uma palavra de sabedoria para me dar. Só que dessa vez ele veio até mim, conversar comigo, falar sobre a atual situação da congregação. Confesso que fiquei surpreso com as suas palavras, ele nunca tinha falado de tristeza ou decepção. Ontem ele me disse que se sentia decepcionado pelo que estava acontecendo com a igreja, com a falta de interesse dos irmãos, como eles colocavam qualquer coisa na frente de Deus ou como mais importante do que Deus.
E realmente, tive que concordar com ele. Nesse mês de férias já se tornou normal essa fuga de pessoas para outros lugares, e, consequentemente, a diminuição das pessoas nas nossas igrejas. Alguns líderes nem fazem muito caso e permitem que os irmãos "tirem férias da igreja" também.
Não condeno quem faz isso, até porque se eu estivesse de férias também gostaria de viajar. O que o irmão que conversou comigo e muitos outros irmãos acham errado é o fato de que qualquer programação, qualquer viagem, festa, visita é, para nós, mais importante do que estar na presença de Deus. E assim vamos deixando sempre para a próxima semana, para o próximo culto e assim por diante. Que triste seria se Deus também nos deixasse para depois!
O irmão encerrou a rápida conversa citando o conhecido versículo: "(...) Buscai primeiramente o reino dos Céus e Sua justiça, e todas as outras coisas vos serão acrescentadas." Mateus 6.33
O que eu sei que ele queria dizer e muitos também dizem é que nós podemos e temos o direito de nos divertir, mas por que ignorar a Deus em prol dessa diversão? Deus está presente em todos os lugares e não temos motivo para não vê-Lo ou ignorá-Lo (Romanos 1.18-20). O que eu quero dizer é todos nós podemos ter um momento de diversão, mas sempre tendo Deus e Sua obra em mente. Aliás, estar na presença de Deus é muito mais benéfico e divertido do qualquer outra coisa que possamos fazer!


Deus abençoe a todos e bom fim de férias!



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Situações difíceis

A cada dia nos deparamos com situações totalmente diferentes, momentos dos mais diversos. Algumas situações são tão diferentes, tão inusitadas, que beiram o pitoresco. Vejo isso não só na vida em sociedade, mas também no âmbito mais íntimo das nossas interações. Podemos trazer isso pro nosso mundo cristão (se é que temos um mundo nesse mundo...). Vemos tantas coisas inusitadas surgindo no nosso meio que não sabemos como nos comportar, como lidar ou como resolver situações que se tornam problema.
Temos que admitir que não estamos preparados para lidar com situações complicadas, que envolvem emoções humanas, transtornos sociais e de identidade, condições do ser humano, algumas das quais só Deus pode compreender.
Em nossa congregação estamos nos deparando com algumas situações delicadas, que envolvem pessoas e suas particularidades, o que é muito difícil de lidar. Vemos pessoas julgando e sendo julgadas, o que não o objetivo central. Jesus disse: “Não julgueis para que não sejais julgados. Pois com a mesma medida com que julgardes vos julgarão a vós!” Mateus 7.1-2.
O que muitos esquecem é que nossos irmãos são pessoas, seres humanos, muitas vezes, com problemas, dificuldades, coisas dentro de si que precisam ser trabalhadas, com só com chicotadas severas, mas sim com amor, com a palavra de Deus, com oração, busca a Sua presença e, acima de tudo, preservação do livre arbítrio dado por Deus às pessoas. Eu posso ajudar alguém a mudar de vida, mas não posso obrigá-lo a fazer isso. Se ele não quiser, não há nada a se fazer. Isso foi problema em nossas igrejas durante muitos anos, pois não havia noção de liberdade entre nós. Hoje precisamos entender que cada um é e vai ser aquilo que quiser ser.
Precisamos nos preparar, imediatamente, para lidar com tudo o que nos está aparecendo; e não isso não significa só expulsar, julgar e condenar ao inferno os problemáticos, pois isso não é cuidado, é egoísmo e hipocrisia. Cuidar é primeiramente amar, depois orientar e finalmente confiar. Precisamos aprender a ser assim, o quanto antes, para o nosso bem e o bem dos nossos próximos. 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Futuro diferente

Nesses últimos dias estamos vivendo momentos históricos. A população tem feito parte de um dos maiores movimentos populares da história brasileira. Manifestações que ocorrem nas maiores cidades brasileiras têm modificado opiniões, reacendido chamas esperançosas há muito extinguidas nos corações de outras gerações. Esta geração que surge tem feito algo diferente. Tudo que acontece é muito diferente. Todos têm uma opinião quanto a isso, uns são contra, outros a favor, mas dificilmente alguém é inerte.
Por falar em inércia, e o nosso povo cristão, o que tem feito com relação a isso? Não quero aqui dar uma de líder que vai convocar o povo à luta, mas falo isso pois já fui criticado ao me colocar à favor das manifestações, ao participar das passeatas pelas ruas e querer que a nação mude. Sei que não sou cidadão daqui, mas sim dos Céus (Sl. 15), mas uma coisa é você não apoiar certas formas de protesto, outra bem diferente é usar a religião como desculpa para sua falta de coragem de lutar e usá-la também para reprimir outros que lutam. Eu, como jovem, cristão, estudante universitário, de Jornalismo ainda por cima, não posso ficar a par do que está acontecendo.
É claro e evidente que sou contra o vandalismo que se tem visto. Vamos continuar caminhando, de forma pacífica e legítima, rumo a um futuro diferente, pois eu não acredito em melhoras, essas só quando Jesus voltar. Mas que muitas coisas estão mudando, isso estão, e nós estamos vendo e fazendo parte dessa mudança, já escrita na história do Brasil.

domingo, 26 de maio de 2013

Eh, saudade!

Saudades do tempo em que tudo era mais simples, mais fácil, as coisas eram menos complicadas, envolviam menos situações difíceis, envolviam menos esforços que mais parecem socos no ar. Nos sentimos tão cansados de tantos problemas, que esquecemos às vezes até mesmo de quem somos, de quem éramos, daquilo que gostávamos e tínhamos prazer, fazíamos naturalmente, com gosto, e aquilo nos trazia alegria. Quando você acaba de sair da infância e já caminha para a vida adulta, isso é ainda mais perceptível e difícil de lidar.
Hoje, mais cedo, ouvi uma música que foi muito especial pra mim. Ela se chama "Tua presença", composta pela cantora Ana Paula Valadão, do grupo Diante do Trono, gravada em 2004 no CD "Esperança", sétimo álbum deles. Quando ela foi lançada eu tinha 10 anos, era um menino muito levado, gostava de rir, fazer brincadeiras, mas só Deus sabia o que se passava dentro de mim e o que eu sentia quando ia pra igreja e esquecia completamente as brincadeiras infantis, pensando só em ouvir sobre Jesus.
Olho para aquela fase e vejo como tudo era bom; eu tinha meus traumas, meus complexos  (alguns que ainda me acompanham até hoje) mas tudo era mais simples, era só deixar pra lá, ignorar, viver aquele momento e pronto.
Aí os anos passaram, os complexos já não se deixavam mais ser ignorados, as obrigações apareceram, as brincadeiras já não faziam mais sentido, tudo foi aos poucos ficando para trás, e uma nova realidade foi se desenhando. Jesus continua ali, ajudando nas horas difíceis, mas o jeito como eu O vejo hoje já não é mais o mesmo. Já constatei que nem tudo são flores.
Hoje percebo que Ele tem me dado forças, e que essa nova realidade já não é mais tão complicada. Quando a gente olha pra trás, até bate a saudade e o coração se aperta. Mas é pra frente que se anda, e uma nova vida vem por aí, sonhos tem se realizado e tornado possível aquilo que eu achei que nunca fosse acontecer! Às vezes tenho encarado dificuldades, mas em todas elas sei que sou vencedor em Cristo Jesus (aleluuiass!!)!!

Não gosto muito desses desabafos, mas hoje foi necessário!
Espero que tenha ajudado! Deus te abençoe!




quarta-feira, 3 de abril de 2013

Decisões da nossa mente

Bom, depois de mais uma longa pausa nas postagens (acredite, tem acontecido muitas coisas ultimamente devido ao ingresso na Universidade) decidi escrever mais um pouco do meu aprendizado com Deus!

Nas últimas semanas ele tem me falado de decisões, tudo na nossa vida acontece através de decisões - na verdade quase todo mundo sabe disso, mas não vive.

Deus me ensinou isso através de um versículo que eu já conhecia: "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional!" Romanos 12.1

O apóstolo não está falando ali do culto que nós temos de semana em semana nas nossas igrejas, mas sim da adoração que eu dou, que cada um de nós dá; não um cântico, uma palavra ou outra coisa, mas sim a santidade do meu corpo, da minha vida, para o meu Deus. Essa santidade (no sentido de "sem pecado") vem através de uma decisão da nossa mente, através da nossa fé e da força que Deus nos dá. Não é algo que alguém vai fazer nós, não é algo que vai vir do céu ou que o Senhor vai fazer sozinho por nós; Ele vai fazer sua parte, mas nós temos que dizer não quando o pecado vier, mesmo querendo aceitá-lo.

Não é fácil, mas Deus é o mais interessado em nos ajudar! Conte com Ele, e Ele te ajudará sempre!


Espero que tenha ajudado!
Deus te abençoe!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tristeza em Santa Maria

Olá! No primeiro post de 2013, queria vir aqui contar algumas alegrias que Deus tem me dado, como por exemplo a minha primeira habilitação, que saiu depois de seis meses de lutas, e mais do que nunca, a realização do meu grande sonho: a minha aprovação no vestibular!!! Ah, esse início de ano foi tão bom pra mim, Deus ressuscitou tantos sonhos que às vezes eu nem acredito!

Tudo seria flores, não fosse o que aconteceu há dois dias ali na cidade gaúcha de Santa Maria, há 300 km de Porto Alegre. Um incêndio ocorreu em uma boate da cidade, causando uma grande tragédia: mais de 230 mortos (quase todos jovens universitários), dezenas de feridos em estado grave, seja por queimaduras ou inalação de fumaça tóxica. O incêndio teria sido causado por um sinalizador que, atingindo a espuma de revestimento sonoro que era inflamável, ocosionou todo o problema! Fora a falta infraestrutura de segurança que era gritante na boate!

Porém, mais do que tentar achar os erros ou os culpados, o momento agora é de orar pelas famílias que perderam seus queridos filhos, sobrinhos, netos, enteados, amigos e outros. É impossível não se compadecer com o que aconteceu; é certo que talvez eles não estivessem no lugar certo, que talvez Deus não se agradasse, mas nosso dever não é julgar, e sim nos compadecer! É muito triste perder alguém assim!

Que Deus possa estar confortando e revigorando o coração de todas essas famílias, e que nós cristãos, antes de apontarmos o dedo, estejamos estendendo a mão para ajudar, afinal, poderia muito bem ser um dos nossos a estar ali.


Que abençoe e conforte as famílias.
Daqui de Belém do Pará, nossos sentimentos 
às famílias de Santa Maria, RS.