domingo, 28 de dezembro de 2014

Vamos em frente!

Mais um ano chega ao fim. Este ano, particularmente, termina cheio de histórias para serem contadas no futuro. Histórias de derrotas, vitórias, coisas boas e ruins, que aconteceram naturalmente, na vida de cada um de nós. Eu chego a este dia muito diferente de quem eu era quando entrei neste ano, e essa mudança ainda está acontecendo, a cada momento.
Relembrando tudo o que aconteceu, percebi que vivi várias fases nesse ano. Comecei ele dentro de relacionamentos que me faziam mal, herança de um 2013 insensato e impensado. Janeiro foi um mês arrastado, onde levava tudo com a barriga, cansado de decepções, e falta de vontade de continuar. Em fevereiro, rompi com tudo isso. Me afastei de quem não me fazia bem e segui em frente.
O começo do ano foi muito difícil. Perdi pessoas queridas, de forma triste. O que alegra é saber que, com certeza, eles devem estar em lugares bem melhores. Uma das principais mudanças que aconteceram este ano foi a minha saída – mais do que atrasada – da igreja onde eu estava. Senti tranquilidade no meu coração e clareza de que nada mais me prendia ali, e que estava na hora de eu me ver livre daquele lugar, que, em vez de me trazer vida, me trouxe ainda mais dificuldades. Saí sim, e ainda não penso em voltar.
No começo do ano iniciei o terceiro semestre na Faculdade, estava bastante empolgado com os assuntos que iria estudar. É interessante notar que aquela postura de deslumbramento e empolgação ficou para trás, perdida em meio ao cansaço de tantos afazeres. Fiz muitos planos que não foram pra frente. Me planejei para dois congressos e não fui para nenhum. Espero que esse ano eu consiga em pelo menos um.
Uma coisa foi muito boa, conheci muitas pessoas novas, mais do que no ano em que eu passei no vestibular. Isso abriu minhas perspectivas para novos horizontes, entendi coisas antes obscuras para mim, e conheci ainda mais como somos complexos e, ao mesmo tempo, especiais.
Mas um encontro foi especial, mais do que todos os outros. Aconteceu no início do ano – aquela fase que eu disse que não foi fácil – e valeu por uma vida inteira. Encontrei o amor, encontrei a confiança; encontrei a impaciência que aguarda; encontrei a força que é carente; encontrei a doçura que é áspera. De todos os meus encontros desse ano, este certamente foi o mais lindo.
Encarei muitas dificuldades, passei por momentos muito felizes, e assim fui achando forças para continuar a caminhar. Agradeço, de todo o coração, ao Senhor, que esteve comigo em todos os instantes, sem jamais titubear. Ao meu Deus, toda glória, honra e louvor, pelos séculos dos séculos! Bendito és, Senhor!
Foi ano longo, difícil, sim, mas de muitas vitórias, que renderão muitos frutos para 2015; frutos de aprendizado, arrependimento, transformação. Muito mais acontecerá daqui para frente, e acho que já estou um pouco mais pronto para encarar os novos desafios que virão. Sendo assim, vamos em frente, seguindo sempre rumo ao melhor que há para todos nós!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Só ele esteve...

Em todos os momentos, só ele esteve presente. Nos momentos mais felizes, ele sempre me fazia ver que tudo poderia passar logo, e que eu deveria aproveitar ao máximo. Nos momentos mais tristes, ele me fazia ver que a tristeza era como uma tempestade, que, por mais longa que pudesse ser, terminaria com o lindo irradiar da luz do sol.
Nas horas em que eu precisava falar com alguém, só ele queria me ouvir. Nas horas em que eu precisava ouvir conselhos, só ele tinha paciência de sentar ao meu lado e me fazer refletir sobre os meus atos. Nas horas em que ninguém se importava, ele aparecia e me dizia palavras de carinho, que tanto me faziam falta.
Ele me ajudou a entender os erros eu estava cometendo e de que forma isso causava o meu sofrimento. Ele conheceu o mais profundo que ninguém jamais conhecerá; ele ouviu de mim coisas que eu jamais diria a um mortal como eu, que, caso ouvisse, me desprezaria para sempre. Ele nunca me desprezou, apesar de todas as vezes em que eu o magoei e lhe trouxe coisas ruins.
Eu o agradeço por estar comigo por todos esses anos, pelos segredos que dividimos, pelas derrotas compartilhadas e pelas vitórias alcançadas e comemoradas em festas e banquetes, aos quais só nós dois participávamos, afinal, só eu e ele sabíamos o que estava acontecendo, só eu e ele sabíamos da dificuldade que passamos.
Por isso digo, sem medo, que em todos os momentos só ele esteve presente, só ele se importou; só ele veio a minha casa perguntar como eu estava; só ele me disse para eu não desistir; só ele cuidou de mim como um verdadeiro amigo e quis que eu me tornasse seu amigo também. Por isso estamos aqui, amigos há vários anos – a perder as contas – e nunca desistimos um do outro, por que ele me amou, como ninguém nunca vai amar, a ponto de entregar a própria vida por mim.
Esse alguém é Jesus, a quem sempre amarei, por tudo o que ele é e por todo o amor que ele dedicou a mim.
Obrigado, mestre. 

domingo, 9 de novembro de 2014

Força para prosseguir

Hoje eu acordei depois de um sonho que me tocou muito. Nele, eu encontrava uma prima que há muito tempo não via e começávamos a lembrar das brincadeiras da infância, das músicas que gostávamos e de outras coisas que aconteceram. Ainda no sonho, eu comecei a me sentir angustiado por perceber que as coisas lindas e felizes ficaram no passado e nunca mais voltarão. Nesse momento não suportei a angústia e acordei, como que numa fuga daquela realidade.
Após isso, já acordado, me sentei na cama e comecei a chorar, chorar muito. Comecei também a agradecer a Deus pela infância que tive, por cada momento bom que vivi, por cada experiência bonita, pela grande imaginação que Ele me deu, pelas histórias que pude criar e que ficaram guardadas na minha mente, pelas canções que eu ouvi e que me ensinaram tanto.
Agradeci também pelas pessoas que passaram pela minha vida, deixando marcas – algumas boas, outras ruins – que me transformaram um pouco a cada dia. Agradeci pelas pessoas que me fizeram mal, pois sem elas não seria o que sou hoje. Agradeci pelas pessoas que me fizeram bem, que me ajudaram e terão para sempre um lugar no meu coração.
Me entristeci ao lembrar do tempo que eu perdi e das experiências que eu não vivi, preso dentro de medos e complexos psicológicos, cerceado pela aceitação de quem não se importava comigo. Concluí que, na verdade, tudo o que aconteceu comigo precisava acontecer, desde um simples passeio até a pior tragédia. Eu, hoje, me vejo a caminho de uma plenitude que não atingiria sem passar por momentos de provação. Com relação ao que "não aconteceu", vejo que não precisei do que não vivi, tudo tem seu momento certo. O que não aconteceu, não era para acontecer!
Dessa forma, vi que não vou mais viver o que não vivi, e isso agora faz parte do passado. O meu foco agora é o futuro lindo que eu posso construir, as oportunidades que eu estou tendo agora e tudo o que eu ainda posso viver daqui pra frente.
Finalmente agradeci por que, mesmo com as coisas difíceis que aconteceram, eu fui feliz, muito feliz, e aproveitei aquilo que eu pude aproveitar. Agora, novos caminhos se desenham na minha frente, novas realizações se tornam possíveis. O meu papel, nesse momento, é correr atrás delas como a coisa mais importante a se fazer, e ser forte para aguentar os percalços que ainda possam acontecer. O meu pedido, no dia de hoje, é esse: força para prosseguir adiante, vencendo cada barreira, cada limitação, chegando sempre mais longe, até onde Deus permitir.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Do amor e seus efeitos

Novembro. Mais um período que se inicia, rumo ao fim de mais um ano de tantas coisas especiais e diferentes que aconteceram. Começo este texto meio enferrujado na escrita, depois de 4 meses sem escrever, envolto que estava em acontecimentos intensos que têm marcado minha vida ultimamente.
De várias coisas que eu poderia falar aqui, vou me ater a uma que me move e me faz acreditar que as coisas podem ser melhores no futuro: o amor. O amor, quando vem, nos abre a visão para mundos muito diferentes dentro do mundo que estávamos vivendo. Aos que dizem que o amor é cego, eu tenho que discordar: o amor é como um colírio, que limpa a visão até do mais alienado e faz com que este veja quem é de verdade.
Sim, o amor nos faz ver quem somos de verdade, porque o amor inunda, com a água de uma chuva serôdia, o interior do nosso ser – às vezes tomado pela escuridão da solidão – fazendo com que, amedrontados e inseguros com aquela maravilhosa invasão, olhemos para dentro, à procura do que nos invade, na vã tentativa de expulsar o sentimento que se instaura por completo. Junto com o amor, vemos os nossos defeitos, manchas que contrastam com a pureza de tão belo sentimento.
E ele dificilmente vai embora. Se ele for regado, como a plantinha com a qual o comparam, o amor não permite que suas raízes sejam arrancadas; tal como a árvore do semiárido, ele finca ainda mais fundo as suas raízes, e vai tomando conta de tudo, até se tornar parte de quem nós somos.
Muito se fala do sofrimento causado pelo amor, da tristeza que a falta dele causa em alguém. Eu acredito que maior do que o sofrimento do desamor é, com certeza, a alegria de amar e ser amado; a paz que vem trazida é imensa. As angústias podem até existir, afinal, ninguém deseja perder, por qualquer motivo, aquilo que ama. Mas tudo de ruim fica menor quando se encontra algo por que viver de verdade. As aflições ficam menores, as coisas ruins perdem seu fundamento. 
A Bíblia traz um versículo chave sobre o amor que me traz muita calma e confiança quando penso em minhas debilidades e no bem que o amor pode fazer. Ele diz: No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor." 1João 4.18.  E é isso que eu tenho vivido agora. 
Tenho experimentado muitas outras coisas novas em minha vida, mas não haveria espaço para relatá-las todas aqui. O que deixo de mais importante é o amor que tem me alcançado, que tem curado feridas antigas, tem limpado áreas sujas que antes eram dominadas pela escuridão do esquecimento. Esse amor tem quebrado as barreiras, aberto as portas e mostrado que sempre podemos aprender mais, crescer mais, melhorar mais. E que prevaleça o amor! Sempre!

Dedico este texto a você,
que chegou a mim esse ano,
com o amor de uma vida toda. 


terça-feira, 22 de julho de 2014

Paz e renovação

22 de julho de 2014. Quase três meses sem escrever aqui. A rotina não nos deixa parar um só instante nessa busca pelo lugar ao Sol. Mas, finalmente, graças a Deus, parei e pude retornar a este esconderijo super exposto chamado “Caminhando”.
Nos últimos três meses aconteceram coisas na minha vida que me marcarão para sempre. Se você for olhar as postagens mais antigas, vai perceber que sempre que eu passo um tempo sem escrever, digo que vivi muitas experiências marcantes naquele período. Na verdade, tudo para mim é marcante; um nascer do sol; um “bom dia” de alguém querido; o olhar das pessoas que passam na rua; um sonho realizado; um desejo satisfeito; um "te amo" de quem não se espera; uma simples noite de sono em um quarto escuro. Tudo tem um significado especial em determinado momento.
Nesse momento, parado, só, lento, tranquilo, é especial para mim rever a beleza que rodeia a vida nos simples instantes do dia, da convivência, da despreocupação, do desapego e, por consequência, do crescimento. Se não há crescimento, há pelo menos renovação. Como uma ave que volta ao esconderijo para renovar a penugem.
Fiz muitos planos para esse período, entrei em muitos grupos para organizar muitas coisas, acreditando que elas seriam importantes para mim. Com o tempo – este que sempre procuro ouvir e dele aprender – comecei a ver para onde estaria indo, que decisões eu estaria tomando e que consequências elas iriam trazer para minha vida. Nesse momento resolvi voltar atrás. Uma coisa que não tenho medo é de voltar atrás e reconhecer que peguei o caminho errado. Para mim, pior do que pegar o caminho errado é não ter capacidade de voltar atrás e pegar o caminho certo.
Abri mão de todos aqueles planos em nome da paz, da quietude, das reflexões que tenho tido agora. Refletindo durante esse tempo, a maior conclusão que vem a mim são as lágrimas que escoam dos meus olhos, expressando a gratidão por estar tendo esse espaço para parar e rever a minha vida e por não ter cometido mais um erro que me faria sofrer.
Encarei muitas críticas, sim. Abandonar grandes planos para passar dias... em casa. Pode parecer sem graça, mas faz toda diferença parar, se recolher à solidão, olhar para dentro, ver o que há de errado e tentar melhorar. É isso que eu quero agora. Olhar para dentro, ver onde eu tenho errado, o que tem me feito mal, e mudar, me renovar. No começo dói, mas depois a recompensa vem.
Que assim, com penas novas e sem os pesos do passado, os voos possam ser mais altos e a lugares cada vez mais distantes, sem nunca esquecer o caminho de volta ao ninho, para futuras e constantes renovações.

domingo, 18 de maio de 2014

O que levamos daqui?

Mais uma vez vou começar um texto desse blog falando do tempo que passei sem escrever das coisas que eu vivi no que passei distante dele. Me questionava se ainda colocaria algo neste blog, que há tanto tempo escrevo, sem notar qualquer importância. Quero iniciá-lo com uma frase parecida com a que escrevi no texto passado. Quantas coisas eu aprendi nesses últimos dias?! Tantas experiências tão fortes, tantas coisas me transmitindo mensagens infinitas, que me marcaram como nunca antes em minha vida. Pensei que não conseguiria transformar tudo em palavras, por isso quis desistir desse “diário”.

Mas subitamente me achei dentro dele e escrevendo sobre o que acontece na vida, não na minha, mas na de todos nós. Dando uma volta pelas postagens mais antigas percebi em cada texto a memória de cada situação, de cada experiência vivida, e mais ainda, de como eu encarei cada uma delas. Fico feliz por alguns avanços, mas também fico triste por ver que alguns erros são recorrentes.

A verdade mesmo é que a nossa vida é feita de momentos, e que não existe nada nela que seja permanente ou eterno. Os lugares mudam, as pessoas mudam, nós mudamos e não conseguimos mais voltar.

Há um mês precisei lidar com uma antiga conhecida minha, que várias vezes passa por perto de mim levando alguém que me é caro: a morte. Dessa vez, em dose dupla! Um tio faleceu com infecção hospitalar apenas um mês depois do falecimento da minha outra tia, (Veja o texto aqui). Três semanas depois um irmão muito querido da nossa congregação também faleceu subitamente, em casa (Falo dele nesse texto). Pode parecer fácil falar da morte deles aqui, mas não é. Demorei para superar estas perdas, por isso não conseguia escrever nada.

Desde então um pensamento vinha rondando a minha cabeça: a morte é algo iminente, a qualquer momento podemos partir, e aí, o que vai acontecer? Quase todas as religiões falam da morte, afinal ela faz parte de vida. Cada uma ao seu jeito. A Bíblia nos diz que depois da morte não há mais nada, há apenas a espera pela vinda de Cristo. Já os espíritas creem na reencarnação. Cada crê no que acha que deve. O que importa mesmo é que a vida seja vivida intensamente, e que nós não precisemos mais de outras coisas além dela para nos satisfazermos. Pensando assim, decidi que queria viver coisas que ainda não tinha vivido, saber o que é cada coisa, cada experiência, antes que eu parta também, sem nunca ter sabido o que é andar sobre o arrimo do mar.

Pois, como diz a Bíblia, “(...) não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.Tiago 4: 14. Essa é uma verdade antiga, que eu ainda não tinha parado para perceber, mas que foi mostrada nesse tempo de reclusão, reflexão, dor e aprendizado. Talvez eu cometa alguns erros nessa minha atitude, sou apenas um jovem de 20 anos que não sabe nada da vida. Mas a Palavra também diz: seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento.Eclesiastes 11.9.

Acho que é esse momento que eu estou vivendo agora. Logo mais lá na frente já estarei vivendo outros momentos, aí outras experiências acontecerão, outros desafios aparecerão, alegrias e tristezas surgirão. O que importa é viver de tudo um pouco e aprender o máximo possível. O que levamos daqui é isso! As experiências que tivemos, os amores que sentimos, tudo aquilo que faz parte do nosso ser. Acho que está na hora de encerrar. Este é o maior texto que já escrevi até aqui, e não falei nem metade do que eu queria falar. Mas acho que falei o que devia. Amanhã, se eu estiver vivo, quem sabe eu fale pouco mais...

domingo, 9 de março de 2014

Escolhe, pois, a Vida!

Passei muitos dias sem escrever, mais de um mês. A verdade é que eu queria saber como expressar com palavras, da maneira certa, tudo o que aconteceu comigo e com os que me cercam neste período, desde a última postagem (29 de janeiro) até hoje. Pode parecer exagerado, pode parecer até mesmo que eu já disse isso antes, mas o que eu vivi nesse mês que passou marcou a minha vida de uma forma muito especial. Vou tentar descrever tudo de forma sucinta.
Há alguns meses atrás uma parenta minha descobriu o câncer e iniciou o seu tratamento, encarando muitas dificuldades, tanto espirituais quanto físicas e financeiras. Nos unimos a ela em sua luta, vimos toda a sua dificuldade, a ajudamos nos momentos em que ela não podia contar com ninguém; cada parente, irmão, irmã, filhos, sobrinhos dela se tornaram um pouco médicos, enfermeiros, motoristas, psicólogos, conselheiros e o que mais ela precisasse.
Porém, a cada dia a víamos se distanciando de nós, sem saber se a veríamos voltar. Nos últimos dias ela se afastou de vez: pela perda dos movimentos em suas pernas ela teve que ser internada para continuar o tratamento. E lá ela ficou, lutando para sobreviver, agonizando pela vida, clamando ao Senhor por sua cura e libertação. E o Senhor a libertou. Mas não como queríamos, e sim como Ele quis. Ele a libertou para sempre, chamando-a para Si. No dia 5 de fevereiro de 2014 nossa tia partiu nos deixando lembranças maravilhosas e um exemplo de vida grandioso. Nunca a vimos triste, nunca a vimos reclamar da situação que passava, mas sempre encarando tudo com força de vontade e um sorriso no rosto. Ela viveu e lutou, e sua luta está marcada dentro de nós até o fim.

Dez ou doze dias depois recebi a proposta de ir para um retiro durante o carnaval com alguns irmãos da igreja. De cara disse que não queria, mas aos poucos Deus foi mudando as coisas e eu acabei indo, nem eu sei como. Naquele lugar fizemos muitas coisas, entre gincanas, competições, momentos de descontração, nada tão marcante quanto os momentos de ministração da Palavra de Deus.
Ali fomos confrontados com os nossos erros, com a capa que mantínhamos sobre os nossos pecados e que fazia com que acreditássemos que estava tudo bem, quando estava tudo errado. Ali pude ver, pela Palavra, o quanto eu estava distante de Deus, o quanto eu havia me deixado levar pelas circunstâncias, o quanto eu estava fraco espiritualmente. Deus me fez ver tudo isso de uma forma diferente de outros retiros ou encontros que eu já tinha ido. Vi tudo isso mais maduro, sabendo da minha responsabilidade e que Deus tinha me dado as armas para mudar de vida, a confiança e o conhecimento da Sua Palavra.
Encaramos, sim, muitas dificuldades ali, algumas bem pequenas, que acabavam ganhando enormes proporções. Mas sempre que vinham na minha boca palavras de murmuração, eu me lembrava da lição que eu tinha aprendido com a minha tia. Vi que não deveria só reclamar, mas aproveitar cada experiência como um aprendizado, viver intensamente aquilo que Deus havia colocado diante de mim. Lembrei também do versículo de Deuteronômio 30.19b, onde Deus nos aconselha a fazer a melhor escolha: escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”.
As dificuldades sempre estarão ali, sempre teremos que encará-las. Mas o modo como as encaramos é escolha nossa, e o próprio Deus nos pede que encaremos pelo lado mais fácil, que é o lado bom. Os desafios, as perdas, as derrotas e até mesmo a morte serão aquilo que permitirmos que elas sejam: bênção ou maldição! Que essas coisas possam ser bênçãos na sua vida, que possam ser como uma escola onde se aprendem lições preciosas para toda a vida. Não é fácil fazer essa escolha, mas tenha certeza que os frutos dela valerão a pena na hora da colheita!

Até a próxima!

Dedico este texto à memória da minha tia, Valmira, 
e a todos os amigos queridos que encontrei no retiro! 
Deus nos abençoe!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Cada um no seu lugar!

Cá estamos nós na nossa primeira postagem de 2014. E para começar esse ano (que já começou faz tempo) mais uma dessas tantas experiências com Deus que tenho compartilhado neste blog há quase 6 anos. Outra vez Ele me mostrou que fala através de pequenas coisas que vemos ou que acontecem no nosso dia-a-dia. Mais uma vez Ele mostrou que muitas vezes o que achamos ser bom ou suficiente para nós mesmos nem sempre é realmente bom e satisfatório. E isso só se aprende com o tempo.
Nesses últimos tempos tenho aprendido com Deus que menos é mais. É um clichê, eu sei, mas expressa de forma sucinta o que tenho visto esses dias. Muitos momentos que tenho testemunhado ultimamente mostram que todas as vezes em que as pessoas quiseram se engrandecer ou chamar a atenção de qualquer jeito, elas acabaram sendo diminuídas de forma frustrante e, em alguns casos, de forma humilhante.
Na Bíblia existe uma passagem que expressa bem o pedido de Deus, através de Jesus, de que sejamos mais prudentes e comedidos antes de nos engrandecermos. O trecho se encontra no Evangelho de Lucas, no capítulo 14,  dos versículos 8 a 11. A passagem exemplifica bem o que podemos dizer acerca de "se pôr no seu lugar", literalmente.
Nela, Jesus observa como os convidados de uma comemoração escolhiam os melhores lugares, os lugares de honra, para se sentarem, e nos deixou os seguintes conselhos: Quando por alguém fores convidado às bodas, não te assentes no primeiro lugar; [para que] não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu e, vindo o [anfitrião] que convidou a ti e a ele, te diga: 'Dá o lugar a este'; e então, com vergonha, tenhas de tomar o derradeiro lugar. Mas, quando fores convidado, vai, e assenta-te no último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: ‘Amigo, sobe mais para cima.’ Então terás honra diante dos que estiverem contigo à mesa. Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado”. Lucas 14.8-11
As palavras de Jesus não nos pedem algo que jamais conseguiríamos fazer. A coisa toda é, no fundo, bem simples. Basta que nos guardemos um pouco mais de uma exposição desnecessária, de uma honra que não é nossa, de uma glória a qual ainda não merecemos e não fizemos por onde. Isso, para algumas pessoas, que precisam da atenção e do reconhecimento alheios para se sentirem bem, pode ser difícil e doloroso. Porém, como está escrito nos versículos acima, é bem melhor ser modesto e conseguir ser exaltado pelo seu valor, do que se exaltar e acabar sendo diminuído de forma pouco amistosa. O que Jesus quis mesmo era nos guardar dos nossos próprios males e enganos.
Eu tenho aprendido isso nesse tempo. Falar menos, me colocar menos nas situações, me reservar mais aos momentos em que sou realmente necessário e me colocar no meu lugar são atitudes que têm me ajudado a crescer e me portar como adulto. Todos nós temos o nosso valor. Ele será reconhecido no momento certo, de acordo com o quanto o tivermos aumentado ao longo da nossa vida. E nenhum reconhecimento humano é maior que o reconhecimento de Deus sobre as nossas vidas.

Que Deus possa te abençoar e mostrar o caminho certo para sua vida.